segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Santa Helena procura os maridos e impede que se afastem de seus lares; quando andam atrás das saias de outras, faz com que se tranquilizem.

Santa Helena é a mãe do imperador romano Constantino Magno. Ela nasceu na Bitínia, uma província do Império Romano. Era de família simples, plebeia. Casou-se com um tribuno militar chamado Constâncio Cloro. Deste casamento nasceu Constantino no ano 285, o futuro imperador romano e primeiro imperador cristão. Provações de Santa Helena O imperador Maximiano, quis unir-se a Constâncio Cloro, marido de Helena, para o governo Romano. Mas, para isso, impôs uma condição: que ele deixasse Helena e casasse com Teodora, parente do imperador. Santa Helena passou para segundo plano, mas pôde cuidar da educação do filho Cons­tantinho e criar grande laço com ele. Ele, por sua vez, crescia no exército romano por causa de sua coragem e inteligência. Reviravolta Depois da morte de Constâncio Cloro, Constanti­no, filho dele e de Santa Helena, foi aclamado Augusto Imperador Romano. Isso aconteceu no ano 306, na região inglesa de York, através das legiões da Bretanha, pelo fato importantíssimo de Constantino vencido a batalha. Assim, Santa Helena voltou a viver na corte e recebeu do filho o título de “Mulher Nobilíssima”. Depois disso, ainda recebeu a mais alta honra que uma mulher po­deria receber em Roma: o título de “Augusta”. Liberdade aos cristãos Estava começando um novo tempo para o cristianismo. Até o ano de 313, Helena e Constantino ainda não eram cristãos. Mas, na batalha de Constantino contra Maxêncio, ocorreu um fato extraordinário. A situação era favorável a Maxêncio. Constantino, porém, con­trário às perseguições contra o cristianismo, teve uma visão: uma cruz brilhante no céu, e as palavras: "Com este sinal vence­rás". Constantino, então, mandou pintar as bandeiras e estandartes de seu exército com esta cruz e venceu. Este acontecimento causou a conversão de Constantino e de Helena. Constantino ordenou o fim das perseguições contra os cristãos, através do famoso documento chamado “Edito de Milão”, no ano 313. Graças ao Édito, o cristianismo passou a ter os mesmos direitos das outras religiões. Anos mais tarde, o imperador Teodósio fez do cristianismo a religião oficial do Império Romano. Conversão de Santa Helena Ao contrário do filho Constantino, que só se batizou perto de sua morte, Helena quis ser batizada e assumir a fé cristã desde que seu filho venceu a batalha contra Maxêncio. Santa Helena, ao longo de sua vida mostrou grande fervor. Este fervor aparecia em grandes obras assistenciais e na construção de várias igrejas em lugares santos. Praticante da fé Santa Helena procurou se instruir na fé cristã e mostrou grande piedade ao longo de sua vida. Por isso, o imperador Constantino recompensou seus méritos e lhe deu o título honroso de “Augusta”. Além disso, mandou cunhar moedas com a imagem da rainha sua mãe. Santa Helena, por sua vez, dedicou toda sua influência e ações para proteger a fé cristã, que emergia das catacumbas para o tempo da liberdade. O maior desejo de Santa Helena era visitar a Terra Santa. Apesar da idade e das agruras da viagem, ela conseguiu realizar seu sonho, visitando os luga­res santos, promovendo o culto e mandando construir igrejas na Palestina. Interesse pela arqueologia Santa Helena foi acompanhar es­cavações começadas em Jerusalém pelo bispo chamado São Macário. Este en­controu o Santo Sepulcro escavado na rocha, a Cruz de Jesus e as duas cruzes dos ladrões. Santa Helena acompanhou tudo isso cheia de piedade e felicidade. O fato causou grande conforto para todos os cristãos. En­tusiasmada com este acontecimento, ela mandou que procurassem a gruta do nascimento de Jesus e o lugar sobre o Monte das Olivei­ras onde Jesus falou com seus discípulos antes da Ascenção. Depois dessas descobertas, Santa Helena dedicou-se à construção de outras igrejas. Uma delas, que fica no monte das Oliveiras, recebeu mais tarde o nome de Santa Helena. Após ter algumas visões, Santa Helena viveu a felicidade de proporcionar o reencontro da verdadeira Cruz de Cristo. Este acontecimento levou à instituição da festa litúrgica da Santa Cruz. Essa descoberta de Santa Helena é atestada pelos escritores Sulpicius Severus e Rufinus, no século IV. Pedaços da cruz ficaram em Jerusalém e outros foram levados para Roma. Alguns desses fragmentos foram distribuídos em várias igrejas. O desejo de Santa Helena é que a cruz estivesse em toda a Igreja. O amor de Santa Helena aos necessitados A generosidade de Santa Helena era grande. Ela ajudava os indivíduos e comunidades inteiras. Os pobres eram objetivos especiais deste seu grande amor. Ela visitava igrejas e comunidades fazendo grandes doações. Ela construiu a Basílica da Natividade, em Belém, que dura até hoje, e a Basílica da Ascensão de Jesus, no Monte das Oliveiras. Ajudou na construção de mosteiros e ela própria vivia num convento na Palestina, participando com grande devoção de todos os exercícios de fé e piedade. Devoção à Santa Helena Pressentindo sua morte, Santa Helena voltou para perto do filho Constantino, e veio a falecer em 330, aos 80 anos. Seu corpo foi trasladado para Constantinopla e colocado na cripta da Igreja dos Apóstolos. Mais tarde, seus restos mortais foram transferidos para a Abadia de Hautvillers, em Reims, França, em 849. Hoje, os restos mortais de Santa Helena estão em Roma, no Vaticano. Ela passou a ser reverenciada como santa logo após sua morte. Sua veneração se expandiu até nos países do Ocidente. Uma ilha do Oceano Atlântico chamada “Santa Helena”, tem este nome porque marinheiros espanhóis a encontraram no dia da festa de Santa Helena, no dia 18 de agosto de 1501. Representação de Santa Helena Na arte litúrgica santa Helena ela é apresentada vestida como rainha, segurando a cruz ou indicando o local da Cruz. Ela aparece também com a cruz sendo revelada a ela nos sonhos. Ela também é representada supervisionando a procura da Cruz. Outra representação é como uma senhora medieval, tendo uma cruz e um livro ou segurando a cruz e os cravos. A Igreja sempre a venerou e será grata a ela pela decisiva participação a favor da liberdade da Igreja.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Santa Hilda

Hilda de Whitby é uma santa cristã e abadessa fundadora da Abadia de Whitby, no qual ocorreu o Sínodo de Whitby em 664. Uma figura importante na conversão da Inglaterra para o cristianismo, ela foi a abadessa de vários monastérios e reconhecida pela sabedoria que levava reis a pedirem seus conselhos. A fonte de informação sobre Hilda é a obra História eclesiástica do povo inglês, escrita em 731 por Beda, o Venerável, que nasceu aproximadamente oito anos antes de sua morte. Beda documentou a conversão ao cristianismo dos anglo-saxões pagãos, que haviam colonizado e dominado a Inglaterra.Não se sabe o local de nascimento de Hilda, mas, de acordo com São Beda o Venerável, foi no ano de 614. Era a segunda filha de Hereric, sobrinho de Eduino, primeiro rei cristão da Nortúmbria (atual Inglaterra), e de sua esposa Bregusvita. Sua irmã mais velha, Heresvita, se casou com Etelrico, irmão do rei Anna da Anglia Oriental. Quando era apenas um bebê, seu pai foi envenenado no exílio, na corte do rei de Elmet (hoje em dia West Yorkshire). Presume-se que ela cresceu na corte de Eduino, na Nortúmbria. O batismo de Hilda      Em 12 de abril de 627, Festa da Páscoa, o rei Eduino foi batizado junto com sua corte, que incluía Hilda, na pequena capela de madeira construída, especialmente para a ocasião, próximo do local em que está hoje a Catedral de York. A cerimônia foi oficializada pelo monge bispo Paulino, que viera de Roma com Agostinho (Santo Agostinho de Canterbury). Ele acompanhava Etelburga, uma princesa cristã que voltava para Kent para casar-se com Eduino.      Desconhecem-se os detalhes da vida de Hilda de 627 a 647. Parece que depois da morte de Eduino em uma batalha, em 633, ela foi viver com sua irmã. São Beda resume sua história num ponto chave de sua vida quando, na idade de 33 anos, ela decidiu ir viver em um convento de Chelles, na França, acompanhando sua irmã que enviuvara. Santo Adriano, bispo de Lindisfarne, dissuadiu-a de tal propósito e aconselhou-a a voltar para a Nortúmbria e viver como monja beneditina. Os mosteiros de Santa Hilda      Não se sabe exatamente aonde Hilda iniciou sua vida de monja, apenas que ela se fixou com algumas companheiras junto ao Rio Wear. Elas aprenderam as tradições do monaquismo celta trazidas pelo Bispo de Iona, Santo Adriano. Depois de um ano, Santo Adriano nomeou Hilda a segunda Abadessa de Hartepool. Não restam vestígios desta abadia, porém o cemitério monástico foi encontrado próximo da atual Igreja de Santa Hilda.      Em 657, Hilda fundou com suas rendas um novo mosteiro duplo em Whitby (então conhecido como Straneshalch), aonde permaneceu o resto de sua vida até sua morte em 680. (Whit = Pentecostes; by = mantido por). Whitby era então a capital da Nortúmbria. Hilda governou os dois mosteiros com grande prudência durante 30 anos. Vida monástica em Whitby      Em Whitby erguem-se impressionantes ruínas de uma abadia beneditina do século XII. Entretanto, não foi este o edifício que Hilda conheceu. Evidências arqueológicas mostram que o seu mosteiro tinha estilo celta, com seus monges vivendo em pequenas casas para duas ou três pessoas. Na tradição dos mosteiros duplos, como os de Hartepool e Whitby, os monges e as monjas viviam separados, porém podiam rezar juntos na Missa.      São Beda nos conta que as idéias originais do monaquismo eram seguidas com rigor na abadia de Hilda. Todas as propriedades e bens eram comuns, praticavam-se os conselhos evangélicos, especialmente a paz e a caridade, todos tinham que estudar as Sagradas Escrituras e praticar obras de caridade. Entretanto, o número de monges e monjas que viviam em Whitby não é conhecido.      Cinco monges de Whitby se tornaram bispos e um foi venerado como santo, São João de Beverly. A rainha Eanfreda de Deira e sua filha Alfreda se tornaram monjas, e juntas foram abadessas de Whitby depois da morte de Hilda.      São Beda descreve Santa Hilda como uma mulher de grande energia, uma audaz e eficaz administradora e mestra. Gozava da reputação de grande sabedoria por toda a Inglaterra, e todas as grandes personalidades a consultavam: reis, príncipes e bispos. Entretanto, ela também se preocupava com as pessoas comuns, como Caedmon, um pastor e bardo religioso. Santa Hilda teve o dom da profecia e foi celebrada por todos os escritores e historiadores ingleses, tanto pela sabedoria divina que possuía como pela santidade altíssima. Mesmo tendo um temperamento forte, ela inspirava afeto. São Beda disse: "Todos os que a conheciam a chamavam de 'mãe' por causa de sua grande devoção e graça". O Sínodo de Whitby      Na segunda metade do século VI, os monges irlandeses, discípulos de São Patrício e São Columbano, chegaram à Inglaterra e fundaram uma série de mosteiros, entre eles o de Iona. Paralelamente, Roma havia enviado para lá vários monges, entre eles Santo Agostinho de Canterbury, com idêntica missão de evangelização. Esses empreendimentos missionários acabaram se chocando devido a diferenças que existiam entre eles de ritual, de estilo e de organização.      A Nortúmbria ficou durante alguns anos sem saber a quem dar razão, se aos monges irlandeses ou aos romanos. Então, o rei Oswin da Nortúmbria decidiu resolver a questão convocando o Sínodo de Whitby, o que aconteceu no ano de 664. São Beda o Venerável se refere a esta reunião em sua Historia eclesiástica dos ingleses.      O rei Oswin escolheu o mosteiro de Santa Hilda como sede para o Sínodo de Whitby, o primeiro sínodo da Igreja em seu reino. A maioria dos presentes, incluindo Santa Hilda, seguiam as tradições do Cristianismo celta, porém, vários no reino, incluindo a rainha Eanfreda e sua filha, a monja Alfreda, que vivia com Hilda no mosteiro, seguiam as tradições da Igreja Romana. Convencidos por São Vilfrido, um mensageiro de Roma, decidiu-se optar pelas tradições romanas. Santa Hilda aceitou esta decisão e aderiu às novas regras dando um bom exemplo de devoção e de obediência.      Muitas das tradições celtas continuaram em uso, porém pontos essenciais como festas e celebrações foram mudados. São Cutberto de Lindisfarne, um Santo da Nortúmbria, demonstrou com sua vida como as tradições beneditinas e celtas podem ser combinadas efetivamente. Morte de Santa Hilda      Santa Hilda faleceu em 17 de novembro de 680 ao cabo de longa e penosa doença que durou seis anos. Não cessou, entretanto, de trabalhar durante esses anos. No último ano de vida ela fundou outro mosteiro em Hackness. Ela entregou a alma a Deus depois de receber o viático, e, segundo a tradição, os sinos do mosteiro de Hackness tocaram no momento de sua morte. O legado de Santa Hilda      As sucessoras de Santa Hilda foram Eanfreda, viúva do Rei Oswin, e sua filha Alfreda. Depois das mortes destas, não se sabe mais nada da Abadia de Whitby, além do fato de ter sido destruída pelos invasores daneses em 867. Depois da invasão da Inglaterra por Guilherme I, monges vindos de Evesham fundaram outra abadia beneditina para homens. E continuou existindo até a dissolução dos mosteiros por Henrique VIII em 1539.      A partir do século XIX até hoje, surgiu no mundo todo um renovado interesse e uma grande devoção por Santa Hilda. Com o crescimento da educação feminina, muitas escolas e universidades foram fundadas em sua honra. A Universidade Santa Hilda, em Oxford, recebeu este nome em sua homenagem. Santa Hilda é considerada uma das padroeiras da educação e da cultura, inclusive da poesia, graças ao apoio que dedicava a Caedmon.  
Etimologia: Hilda, do alemão, abreviatura de nomes como Hildegarda. Do alto alemão antigo Hiltia: “combate, guerra”, também se traduz por “guerreira”.
Ladainha de Santa Hilda
Senhor, tende piedade. Cristo, tende piedade. Senhor, tende piedade. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos. Deus, o Pai do céu, tende piedade de nós. Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. Deus, o Espírito Santo, tende piedade de nós Santíssima Trindade, um só Deus, tende piedade de nós. Santa Maria, rogai por nós. Santa Mãe de Deus, rogai por nós. Mãe de Cristo, rogai por nós. Santa Virgem das Virgens, rogai por nós. Mãe do bom conselho, rogai por nós. Rainha das Virgens, rogai por nós. Santa Hilda, rogai por nós. Santa Hilda prudentíssima, rogai por nós. Santa Hilda louvável, rogai por nós. Santa Hilda virgem fiel, rogai por nós. Santa Hilda líder da sua comunidade, rogai por nós. Santa Hilda conselheira venerável, rogai por nós. Santa Hilda consoladora dos necessitados, rogai por nós. Santa Hilda homenageada pelos seus pares, rogai por nós. Santa Hilda navio casto da unidade, rogai por nós. Santa Hilda corajosa em tempo de sofrimento, rogai por nós. Santa Hilda obediente à Santa Regra, rogai por nós. Santa Hilda paciente na hora da aflição, rogai por nós. Santa Hilda trabalhadora para a harmonia, rogai por nós. Santa Hilda cheia de amor pela Santa Igreja, rogai por nós. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo. Perdoai-nos Senhor. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo. Atendei-nos Senhor. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo. Tem piedade de nós.
Oremos:Deus Todo-Poderoso, nós que somos afligidos pelo fardo da discórdia, possamos pela gloriosa intercessão de Santa Hilda, que através da inspiração do Espírito Santo foi fundamental na unificação da Igreja na Inglaterra, possamos ser levados ao porto seguro da unidade e da paz e livres de todas as adversidades possamos alcançar a salvação eterna, através de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus. Amém.

Boa Sexta Amigos!!